Nossa... é isso que dá ficar um tempão sem escrever...
Tenho várias novidades. Aqui vão só algumas:
Minha dissertação está entregue e a data da minha defesa está marcada. No próximo mês serei mestre! (espero que sim, rs)
As muchachas não moram mais perto de casa e uma delas foi embora... mas por um ótimo motivo! LETÍCIA, BOA SORTE NA SUA NOVA VIDA!!!!!!
Em agosto eu vou realizar um grande sonho: ir pra Europa.
Vou participar de um congresso em Belfast, na Irlanda do Norte e vou tentar conhecer outros lugares, afinal não é todo dia que a gente consegue ir para a Europa. 2 semanas por lá!
Vida Feliz!!!
terça-feira, 10 de junho de 2008
sexta-feira, 18 de abril de 2008

E tal como a Fenix, eu venho das cinzas.
Desde novembro do ano passado sem postar no blog. E os motivos são varios.
1) Resolveram bloquear todo site blogspot.com nos computadores do departamento (Abaixo a repressão do bloqueio dos sites!)
2) Estou no final do mestrado, fazendo as correções da dissertação (ALELUIA!)
3) Sou uma mulher "casada" (apesar de não ser oficialmente) e tenho mais afazeres no tempo livre(?)
Vou tentar escrever mais vezes. =)
Vou tentar escrever mais vezes. =)
terça-feira, 27 de novembro de 2007
O rímel

Ela só queria comprar um rímel novo, para completar a maquiagem pro final do ano, mas nunca imaginou que isso fosse algo tão complexo. Na pagina da revista de produtos de beleza um série de máscaras para cílios à sua disposição:
1) Mascara alongadora de cílios,
2) Máscara de cílios com 5x mais volume,
3) Máscara curvadora de cílios e
4) Máscara à prova d'água.
Qual das opções escolher? Ela só queria fazer uma maquiagem e ficar mais bonita!
Não era mais fácil escolher um rímel antigamente?
Sabe-se lá qual deles faria o efeito desejado...
E se ficasse com cilios longos, mas sem volume?
E cilios volumosos sem curvatura?
E se chorasse?
Oras... e não se pode ter um rímel que alongue, curve, dê volume e seja a prova d'água?
1) Mascara alongadora de cílios,
2) Máscara de cílios com 5x mais volume,
3) Máscara curvadora de cílios e
4) Máscara à prova d'água.
Qual das opções escolher? Ela só queria fazer uma maquiagem e ficar mais bonita!
Não era mais fácil escolher um rímel antigamente?
Sabe-se lá qual deles faria o efeito desejado...
E se ficasse com cilios longos, mas sem volume?
E cilios volumosos sem curvatura?
E se chorasse?
Oras... e não se pode ter um rímel que alongue, curve, dê volume e seja a prova d'água?
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Matemática às avessas
3 muchachas, 2 agregadas, 2 garrafas de vinho vazias e 1 pedaço de pizza sobrando.
- de quem é esse pedaço?
- não sei, eu já comi 3 pedaços.
- eu também.
- também comi 3.
- todo mundo já comeu 3.
- eu só comi 2.
- então é seu, ué!
- não, não quero mais...
- eu e ela comemos 3 e meio na verdade...
- perai, tem coisa errada nessa conta. Ta faltando alguma coisa.
- é... 3 x 5 = 25!
- quê?
- acho que 3 x 5 ainda é 15.
- perai... vamos contar de novo... 7 delas, 3 meu, 3 seu... 13... mais 2 dela... 12!
- afffe... 13 + 2 = 12. Melhor a gente parar de fazer conta.
- e isso porque são todas pós-graduandas em engenharia.
Acho que depois disso a matemática não é mais a mesma.
- de quem é esse pedaço?
- não sei, eu já comi 3 pedaços.
- eu também.
- também comi 3.
- todo mundo já comeu 3.
- eu só comi 2.
- então é seu, ué!
- não, não quero mais...
- eu e ela comemos 3 e meio na verdade...
- perai, tem coisa errada nessa conta. Ta faltando alguma coisa.
- é... 3 x 5 = 25!
- quê?
- acho que 3 x 5 ainda é 15.
- perai... vamos contar de novo... 7 delas, 3 meu, 3 seu... 13... mais 2 dela... 12!
- afffe... 13 + 2 = 12. Melhor a gente parar de fazer conta.
- e isso porque são todas pós-graduandas em engenharia.
Acho que depois disso a matemática não é mais a mesma.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Salão de Beleza
E depois de um show muito bom do Zeca Baleiro fiquei pensando na tal história do Salão de Beleza, porque "mundo velho e decadente mundo ainda não aprendeu a admirar a beleza"

"se ela se penteia eu não sei
se ela usa maquilagem eu não sei
se aquela mulher é vaidosa eu não sei
eu não sei eu não sei vem
você me dizer que vai a um salão de beleza
fazer permanente massagem rinsagem
reflexo e outras cositas más
baby você não precisa de um salão de beleza
há menos beleza num salão de beleza
a sua beleza é bem maior do que qualquer beleza de qualquer salão
mundo velho e decadente mundo
ainda não aprendeu a admirar a beleza
a verdadeira beleza a beleza que põe mesa
e que deita na cama a beleza de quem come
a beleza de quem ama a beleza do erro do engano da imperfeição
belle belle como linda evangelista
linda linda como isabelle adjani"
(Zeca Baleiro)
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Saudade
E de repente deu uma saudade danada do meu amor. Ô saudade, boa e ruim, ao mesmo tempo.
"Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua!
Dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista, como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o MC Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora, depois que acabou de ler..."
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua!
Dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista, como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o MC Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora, depois que acabou de ler..."
(texto atribuido a Miguel Falabella)
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Pela volta do Cafuné
Este texto é do blog do Xico Sá (O Carapuceiro). Amei e estou republicando aqui.
"Dos dengos femininos, ou historicamente femininos, o que mais nos faz falta, é o cafuné.
Nos dias avexados de hoje, não há mais tempo nem devoção para os delicados estalinhos no cocoruto do mancebo. Pela volta imediata do mais nobre dos gestos de carinho e delicadeza. Nem que seja pago, como o sexo das belas raparigas dos lupanares, mas que devolvam vossas mãos às nossas cabeças.
Pela criação imediata da Casa de Cafunés Gilberto Freyre, como me propõe, em sociedade, a amiga Maria Eduarda Risoflora Belém. Ótima idéia a ser espalhada por todo o país. Milhares de casas, guichês, varandas, redes debaixo de coqueiros, sofás na rua... Tudo a serviço dos breves e deliciosos estalinhos dos dedos das moças.
Gilberto Freyre era um entusiasta do cafuné e a ele dedicou páginas e páginas. GF, aliás, escrevia como quem dá cafuné, prosa mole, ritmo dos mais sensoriais. Como também assenta palavras outro Freire, sem o estilingue do Y, o Marcelino de “Contos Negreiros”.
Que machos & fêmeas sejam treinados, em um programa social de emergência, para reaprenderem o hábito do cafuné.
Melhor: que seja feita uma campanha de saúde pública. Ah, quantas doenças de fundo nervoso seriam evitadas, quantos barracos de casais seriam esquecidos, quantos juízos agoniados seriam libertos.
Sem se falar no erotismo que desperta o dengo, como anotou outro sociólogo, o francês Roger Bastide, no seu belo ensaio “Psicanálise do Cafuné”. Pura libido.
Delícia de se sentir; beleza de se ver. O cafuné de uma mulher em outra, ave palavra!, puro cinema, para além muito além do lesbian chic.
Como era comum, na leseira de fim de tarde, nos quintais e nas calçadas.
Ao luar, então, sertões e agrestes adentro, era puro filme de Kurosawa. O resto era silêncio.
Ai que preguiça boa danada, ai que arrepio no cangote, quero de volta meus cafunés.
Viver de brisa, como na receita de Bandeira, numa rede na rua da Aurora, varanda d´Áfricas.
Como pode uma criatura, como esses rapazes de hoje, passarem pela vida sem provar do êxtase de um cafuné?
Pela obrigatoriedade do cafuné nos recreios escolares, nas missas, nos cultos, nos intervalos dos jogos de qualquer esporte.
Não é possível que se condene toda uma geração a viver sem cafuné. Eis uma questão de segurança nacional. Tão importante como aprender a assinar o próprio nome. O cafuné, aliás, é a assinatura em linda e barroca caligrafia de mulher."
Nos dias avexados de hoje, não há mais tempo nem devoção para os delicados estalinhos no cocoruto do mancebo. Pela volta imediata do mais nobre dos gestos de carinho e delicadeza. Nem que seja pago, como o sexo das belas raparigas dos lupanares, mas que devolvam vossas mãos às nossas cabeças.
Pela criação imediata da Casa de Cafunés Gilberto Freyre, como me propõe, em sociedade, a amiga Maria Eduarda Risoflora Belém. Ótima idéia a ser espalhada por todo o país. Milhares de casas, guichês, varandas, redes debaixo de coqueiros, sofás na rua... Tudo a serviço dos breves e deliciosos estalinhos dos dedos das moças.
Gilberto Freyre era um entusiasta do cafuné e a ele dedicou páginas e páginas. GF, aliás, escrevia como quem dá cafuné, prosa mole, ritmo dos mais sensoriais. Como também assenta palavras outro Freire, sem o estilingue do Y, o Marcelino de “Contos Negreiros”.
Que machos & fêmeas sejam treinados, em um programa social de emergência, para reaprenderem o hábito do cafuné.
Melhor: que seja feita uma campanha de saúde pública. Ah, quantas doenças de fundo nervoso seriam evitadas, quantos barracos de casais seriam esquecidos, quantos juízos agoniados seriam libertos.
Sem se falar no erotismo que desperta o dengo, como anotou outro sociólogo, o francês Roger Bastide, no seu belo ensaio “Psicanálise do Cafuné”. Pura libido.
Delícia de se sentir; beleza de se ver. O cafuné de uma mulher em outra, ave palavra!, puro cinema, para além muito além do lesbian chic.
Como era comum, na leseira de fim de tarde, nos quintais e nas calçadas.
Ao luar, então, sertões e agrestes adentro, era puro filme de Kurosawa. O resto era silêncio.
Ai que preguiça boa danada, ai que arrepio no cangote, quero de volta meus cafunés.
Viver de brisa, como na receita de Bandeira, numa rede na rua da Aurora, varanda d´Áfricas.
Como pode uma criatura, como esses rapazes de hoje, passarem pela vida sem provar do êxtase de um cafuné?
Pela obrigatoriedade do cafuné nos recreios escolares, nas missas, nos cultos, nos intervalos dos jogos de qualquer esporte.
Não é possível que se condene toda uma geração a viver sem cafuné. Eis uma questão de segurança nacional. Tão importante como aprender a assinar o próprio nome. O cafuné, aliás, é a assinatura em linda e barroca caligrafia de mulher."
Assinar:
Postagens (Atom)