quinta-feira, 6 de novembro de 2008

no olho do furacão

Ando tão perdida, entre tantos trabalhos e leituras, que as vezes acho que quase já sou parte do computador. E ainda não consigo um tempo pra escrever no blog. O humor oscila de 5 em 5 minutos. Se um pote de Häagen Dazs de Macadâmia resolvesse tudo, eu gastaria minhas economias.
Quando penso que vou colocar os pés novamente no chão, o furacão ganha forças novamente.
Uma hora tudo vai se acalmar... tudo vai voltar ao seu lugar... e eu vou respirar calmamente.

E sabe de uma coisa, "a grama do vizinho" sempre parece mais verde. Quando lembro da vida tranquila, sem correria, com tempo obrigatório de descanso que o pessoal da pós tem na Holanda (pelo menos em Eindhoven), tenho saudades.

Quem sabe um dia, eu aprendo a ser como eles... e deixo de criar meus furacões.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ensaio diferente

Fuçando algumas coisas sobre casamento (afinal de contas, uma hora vai sair o meu casamento oficial, rsrsrsrsrsrs), achei um blog muito interessante: http://planejandomeucasamento.com.br/

Olhei todas as dicas, modelos de convites, planilhas. Tudo certo até que de repente achei umas fotos, digamos, um tanto diferentes, rsrsrsrs. Um ensaio do Jorge Bispo (http://www.jorgebispo.com/).

E toda noiva é linda!

Lázaro Ramos e Marcelo Camelo

Matheus Nachtergaele e Miguel Paiva

Moska e Antônio Bernardes

Gabriel Braga Nunes e Fabio Assunção





quinta-feira, 23 de outubro de 2008

SICKO

Pessoal, eu recomendo este filme.

Segue o trailer (está todo em inglês.. sorry)








terça-feira, 21 de outubro de 2008

Mary Shelley

No momento estou lendo um clássico: "Frankenstein", de Mary Shelley.
Acho que já deveria ter lido esse livro há algum tempo, mas por algum motivo só agora tive vontade.

E eu, doutoranda no momento, vivendo na loucura das pesquisas, que geram vários desequilibrios mentais (acreditem, muitos pós-graduandos precisam de ajuda), me deparo com um trecho do livro que soou bem forte para mim:

"Mente calma, a salvo de paixões perturbadoras, são requisitos do ser humano em seu estado normal.
Não pode a busca do saber ser levada à conta de excesão dessa regra. Se o estudo, por qualquer forma, tende a debilitar nossas afeições, nosso gosto pelos prazeres simples, trata-se então de uma atividade ilícita, que não se ajusta à mente humana. Se essa norma fosse sempre observada, se todo homem estabelecesse um limite entre seus misteres e sua vida afetiva, a Grécia não teria sido escravizada, César teria poupado sua pátria, a América teria sido colonizada sem maiores tumultos, e os impérios dos astecas e dos incas não teriam sido aniquilados"

Acho que muitos de nós ainda não pararam para pensar sobre isso.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Noivado


Um presente inesperado para uma tarde de quinta-feira: um tratamento em um spa (que fica aqui dentro da cidade mesmo). E durante o tempo em que estou lá, um arranjo de rosas enorme chega.Depois de algumas horas, volto para casa e me arrumo para sair, pois a noite ainda haveria o jantar em um restaurante italiano maravilhoso. 

Tudo perfeito. Um bom vinho, uma boa massa e para acompanhar algo meio incomum nos nossos dias: um pedido de casamento à moda antiga, com direito a olhares das mesas que estão ao redor e cumprimentos do restaurante.

Só uma coisa pode definir tudo isso: amor!


PS: essa é a foto das nossas alianças

Lazing on a sunday afternoon

I go out to work on monday morning
Tuesday I go off to honeymoon
Ill be back again before its time for sunnydown
Ill be lazing on a sunday afternoon
Bicycling on every wednesday evening
Thursday I go waltzing to the zoo
I come from london town
Im just an ordinary guy
Fridays I go painting in the louvre
Im bound to be proposing on a saturday night
There he goes again
Ill be lazing on a sunday lazing on a sunday
Lazing on a sunday afternoon


(::Musica do Queen::)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Coisas complexas

Depois de conversar com uma amiga sobre algumas coisas complexas da vida, resolvi escrever esse post. Adivinhem qual é uma das coisas mais complexas de nossas vidas "adultas"? Relacionamento, claro!

E se a gente pensar friamente, a maior parte dos solteiros adultos (desculpem a "discriminação" dos adolescentes neste instante) não tem mais paciência para relacionamentos. Não tem mais tempo para esperar o(a) companheiro(a) na saída do trabalho ou da faculdade. Não quer gastar dinheiro nem tempo para dedicar à aquilo que o outro gosta. Conseguem fazer uma lista de "contras" muito maior do que uma lista de "prós". Então escolhem ficar solteiros, pronto.

Fiquei pensando sobre dois pontos evidentes nas conversas sobre relacionamento:

- Sempre ouço algo do tipo: "Ele(a) tem que vir atrás de mim", para se provar que é superior no relacionamento. Namorado(a) ou companheiro(a) não é alguém com quem você tem que competir. Não existe corrida ou superior e inferior. Não é um mercado onde você tem que derrotar um competidor, onde você tem que ser melhor. É alguém com quem você compartilha as coisas, boas e ruins, lado a lado, dando apoio.

- Sexo é ótimo e necessário. Mas sexo não é a finalidade do namoro (ou casamento). Se você quer só sexo, existem muitas opções que não envolvem relacionamento.

Resolvi então fazer uma lista de "prós" para lembrar de como é bom ter alguém ao seu lado:

- assistir um filme ao lado da pessoa, mesmo que você não goste do filme, só para estar ao lado dela, deitar no colo e fazer (ou receber) um cafuné.

- andar de mãos dadas na rua, sem se preocupar se você está bonita(o) ou não, afinal, nessa hora você não está "competindo" as outras (ou outros) na rua, tentando caçar alguém. E é nessas horas que parecemos mais belos;

- receber uma ligação no meio do dia, sem esperar, dele(a) só para dizer que estava com saudades; 

- ter alguém para contar aquele pequeno detalhe que aconteceu no seu dia;

- acordar de manhã ao lado dele(a), sem se preocupar se depois que ele for embora se ele vai te ligar ou se ela vai ficar te aborrecendo;

- saber que tem alguém que se preocupa se você está triste ou doente;

- poder mandar flores ou comprar um presente especial, sem nenhum motivo, só para agradá-lo(a), sem ter medo de se achar ridículo;

- ter alguém para pedir uma massagem no fim daquele dia estressante e oferecê-la em um outro dia;

- poder sair em um domingo de sol, sem um destino, só para conhecer lugares novos aproveitando a companhia ou ficar em casa mesmo e sentir o mesmo prazer, só pela companhia;

- ver o sorriso dele(a) quando te vê;

...

essa lista pode ser imensa e qualquer um pode completá-la. 
Só vale lembrar que para ser feliz não dependemos dos outros, fazemos nossa felicidade. Só escolhemos compartilhá-la com alguém.


Camila de Araujo