quinta-feira, 9 de abril de 2009

Esse tal de Twitter virou febre, todo mundo querendo saber o que o resto do mundo está fazendo. Aliás esse é o slogan deles "What are you doing?". 
Ah? O que eu estou fazendo? Já chega meus superiores perguntando isso e eu tentando dar conta de tanto trabalho. 
Imagina "um zilhão" de pessoas na internet querendo saber o que estou fazendo... 
tentando dar conta do meu trabalho e  ainda tendo que contar isso para um bando de curiosos.
E no meio da minha revolta com essa estupidez de bisbilhotar a vida dos outros, li o texto do Xico Sá (aliás, recomendo o blog dele - http://carapuceiro.zip.net/)
Então faço das palavras dele as minhas (com todo o devido respeito e citação).

(postado em 29/03/2009 por Xico Sá)
NÃO ME SIGA, NÃO SOU NOVELA
“Acordei, fui ao banheiro...”
E eu com isso, meu amigo, você diria, ai na sua moita existencial, nem ai para o que se passa na vida de seu ninguém.
“Dei a descarga...”
E daí, colega, não fez mais que o recomendável pela boa educação materna.
“Bebi um copo d´água...”
Peraí, meu rapaz, que diabos eu tenho a ver com isso? Sim, eu sei, ingerir o precioso líquido nas primeiras horas da manhã é um hábito saudável, mas entorne o seu copázio lá com as suas negas, não careço de tais notícias particularíssimas, vê se me erra, camarada.
Fosse pelo menos uma daquelas garrafas do velho Anísio Santiago, aí sim, até levaria uns torresmos, um marreco, um ponche, um capote para o banquete na taverna.
“Agora suco de laranja com torradas e queijo fresco, light, claro...”
Certo, amigo, você se cuida, seguramente vai morrer cheio de saúde –pense em um defunto rosado!-, mas não carece encher o saco dos outros.
E por ai segue a narração, tintim por tintim, de tudo que se passa na vida da tal criatura. Só não comunica das suas humaníssimas ventosidades intestinais e traques do gênero. O resto vale na miudeza cotidiana.
Eis o espírito da mais nova modinha da Internet, meu jovem, o tal do twitter, que você, novidadeiro por excelência, já deve ter enfadado de ouvir falar.
A moral desta rede de relacionamentos é o troca-troca de mensagens rápidas sobre o que cada um está fazendo a cada minuto. Uma leseira monstra com milhões de seguidores do mundo inteiro. De Nova York à lan house da pracinha de Solidão, Pernambuco; do Recife a Bodocó; de BH a Veredinha; de Fortaleza aos sertões dos Inhamuns.
Tal rebuliço virtual me faz lembrar um velho conselho, ainda em voga em algumas plagas: “Mata uma galinha gorda e chama ele/ela para conversar em tua casa”.
Era apropriado às ocasiões em que as pessoas se demoravam muito ao telefone ou conversavam, por exemplo, de um carro para outro, atrapalhando o tráfego. Conveniente também quando o freguês entretinha o balconista em uma animada prosa ou a mocinha contava a sua vida inteira para a outra mocinha do guichê de atendimento público.
Sim, amigo, a mania de fazer do simples e transparente gesto de beber um copo d´água manchete dos novos tempos já possui até um verbo abrasileirado: tuitar. Eu tuito, tu tuitas, ele tuita...
É muita perobice ou não é, meu velho?
Por via das dúvidas, fica valendo a lição preventiva da filosofia do antigo pára-choque: “Não me siga, eu não sou novela.” E tenho dito.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Miss imperfeita

Recebi o texto por email. Sei que ele teve grande repercussão na internet, mas eu nunca tinha lido. Eu ainda não sou assim (infelizmente)... ainda não sou Culpa Zero.

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário. 
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante' .
(Martha Medeiros - Jornalista e escritora)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Senhoras e senhores, música para o casamento

Vamos ao assunto de música no meu casamento. Bom, eu não vou casar na igreja mesmo então eu posso pular essa parte (Para aqueles que não me conhecem pessoalmente explico em breves palavras: 1) não sou de nenhuma religião que tenha esse tipo de ritual, 2) não vou e não quero "posar de noiva", para mostrar para a sociedade que estou casando).
A música para a comemoração pode ser algo um tanto complicado no casamento: como encontrar uma banda que toque músicas legais, sem chegar ao final da festa com aquele "esculacho" do tipo "Boquinha da garrafa".
Escolher (e pagar) uma dessas bandas performáticas que tocam em casamentos, formaturas, etc às vezes pode ser uma fria. Digo isso por causa do preço altissímo muitas vezes ou até por tocar o que eles quiserem na festa (isso vai depender do acordo).
Eu e o Érico não queríamos nenhuma banda que tocasse pagode, sertanejo ou axé em nossa comemoração (que vai ser bem pequena, só para familiares praticamente). Queríamos músicas do tipo Bee Gees, White Snake, Roupa Nova (entre outros) e músicas para agitar o pessoal, do tipo Disco Music.
E aconteceu algo super legal com a gente. No final do ano passado, estava eu e meu noivo em um bar (ou melhor, boteco mesmo) em Araraquara, com alguns do meus ex-alunos queridos do Design Digital, quando a banda que começou a tocar tinha um som muito legal. Som ao vivo, tipo acústico, de muita qualidade.
Eu e o Érico olhamos um para o outro com o mesmo pensamento: "e se essa banda tocasse no casamento?" (principalmente depois de ouvir eles tocando  "Forever", do Kiss)
Um dos meus ex-alunos era amigo do pessoal da banda e pediu para eles tocaram uma música para mim e para o Érico. Qual não foi a minha surpresa quando eles tocaram uma música dos Bee Gees que adoro. Aí conquistaram a gente de vez mesmo.
Ao final da apresentação os caras da banda foram super gente boa, conversaram com a gente e, de quebra, pegamos o autógrafo deles no CD que compramos lá mesmo.
Eu acho que vale a pena fazer uma propaganda básica deles: "Quatro Sentidos". 
Sei que eles tem outros projetos musicais, fora o Quatro Sentidos, mas o repertório deles com essa formação é muito legal. 
Ainda quero deixar um agradecimento especial ao Wil (percussão) e ao David (vocal), pela atenção que eles já me dispensaram.


Só para mostrar um pouco deles (versão acústica):






quinta-feira, 26 de março de 2009

Relax - Pirataria

Aula de engenharia de software novamente. Então é hora do momento relax, hehehehe.

Recebi em um email: Vejam até onde chegou a pirataria.


Um leão a solta na cidade? Um gatinho que cresceu demais? Peraí...


... é um cachorro. Que maldade! 

quinta-feira, 19 de março de 2009

Requisitos para ministrar uma aula


15:40. Estou assistindo uma aula de Engenharia de Software (quer dizer, estou tentando assistir). Fico indignada quando vejo uma situação como esta que estou presenciando: aula de pós-graduação em uma grande universidade pública, em um dos mais conceituados institutos de computação do Brasil e um professor que nem sabe ao certo o conteúdo dos slides que estão sendo apresentados. Quero dizer, ele conhece a matéria, mas nem se deu ao luxo de verificar o que seria apresentado hoje. Simplesmente pegou a apresentação de outro professor (sei disso porque o nome do outro professor estava no primeiro slide) e segue simplesmente lendo o que está escrito na tela.
A indignação é sobre o fato que tanto se fala em educação e novas formas de ensino. Eu quase me mato para procurar formas de interessar os alunos em minhas aulas. Passo várias horas estudando e me atualizando sobre os assuntos das disciplinas que ministro (só para constar: Interação Humano-Computador, Programação Web e Logística no momento, mas também atuo na área de Gerenciamento de Projetos e Desenvolvimento de Produtos).
Aproveitando o tema da aula - engenharia de requisitos - eu digo que existem pelos menos 2 requisitos funcionais para ministrar uma aula decente: 
R1. NÃO LER OS SLIDES, 
R2. ESTUDAR (ou pelo menos verificar) A MATÉRIA DA AULA; 

Chega... vou pro intervalo... ainda tem metade da aula pela frente.

terça-feira, 17 de março de 2009

Help

Hoje parece que está tudo meio "empacado", meio cinza, meio down.
Esse doutorado que não anda direito porque tenho que trabalhar pra caramba. E o governo que se vangloria tanto que está ajudando a pesquisa... mas bolsa de doutorado pra gente só tem uma resposta: NÃO!
Tenho que preparar aulas, corrigir provas, trabalhos, etc, mas o que mais mata: viajar e ficar 2 dias longe de casa, do meu noivo e tudo mais. Adoro dar aulas, mas não tão longe de casa.
Cansaço mental, cansaço físico, cansaço psicológico. Todo tipo de cansaço.
Dá uma vontade de largar tudo as vezes (menos meu noivo, é claro).
Ninguém está precisando de uma professora universitária da área de Gerenciamento de Projetos, Desenvolvimento de Produtos ou Desenvolvimento Web no estado de SP?
Não quero nada de mão beijada. Só queria poder facilitar alguma coisa.
Um dia isso há de dar um bom retorno... espero.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Data

Bom, eu já tinha falado que marquei meu casamento, mas não contei a data.
Mas é o seguinte, contei pra uma amiga muito querida sobre a data e ela, profissionalissima em numerologia, logo me respondeu:
" dia 24 de outubro... muito boa numerologia! dia 24 é um número muito legal pra família... pra harmonia da família! legal! bela escolha!"
Ufa! acho que pelo menos acertei o dia (sem consultar ela antes, rs).